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FINALMENTE O IMPÉRIO DECADENTE AGIU

FINALMENTE O IMPÉRIO DECADENTE AGIU

Redação
Por: Redação
18/01/2026 às 09h36
FINALMENTE O IMPÉRIO DECADENTE AGIU

FINALMENTE O IMPÉRIO DECADENTE AGIU

Por Saulo Pericles Brocos Pires Ferreira

Meus caros leitores, se é que ainda existem. Depois de uma longa preparação, o Grande Império do Ocidente, contrariando todas as normas e convenções internacionais, através de uma manobra furtiva, naturalmente com a indispensável ajuda da CIA, assim como algum apoio local, pois houve uma pequena reação, talvez, respeitando as proporções, similar ao ocorrido com o que aconteceu em Abbottabad, no Paquistão, onde as tropas de elite americanas invadiram e mataram Osama Bin Laden, com explosões, rajadas e troca de tiros, a operação em Caracas ocorreu, em um prédio governamental, que se foram saindo notícias aos poucos. Primeiro sob um silêncio que denotava algum tipo de cumplicidade, depois apresentaram 40 baixas, que hoje subiram para 54 entre os cubanos e venezuelanos que ousaram defender seu governante. Que ele era um  ditador, que estava no poder fraudando eleições, o mundo sabe, inclusive o governo do  Brasil não reconheceu tal eleição, pois as atas apresentadas seriam fraudadas. As oposições também apresentaram resultados que não poderiam ser comprovados, mas o que aconteceu no último sábado, foi algo inédito na história recente. Tudo, desde os acordos internacionais, a ONU, a Convenção de Genebra, a autorização do legislativo americano, nada foi requisitado. Voltamos para os tempos da Blitzkrieg de Hitler, ou talvez para mais longe, o faroeste.   Maduro e sua  esposa, foram “sequestrados” no solo do país em que governava e embarcados num Porta aviões americano rumo a New York para ser “julgado” por diversos crimes. Alguns ele certamente cometeu, mas retirar um presidente de um país que deveria ser “soberano” segundo todas as regras e convenções internacionais, inclusive assinadas pelos Estados Unidos, traz consigo algo de muito preocupante, para dizer o mínimo.

Na realidade, estamos fazendo um regresso de 500 anos, quando os imperadores Astecas e Incas foram sequestrados pelos espanhóis e assassinados. Seus reinos foram tomados e suas riquezas levadas para a Europa. Assim será feito com o petróleo venezuelano. Ela não vai servir para o povo que mora sobre ele, mas para “dar um gás” (literalmente) ao à força pelo Império antes hegemônico. Chegando ao século passado, teríamos a política do “Big Stick” (porrete grande), de Theodore Roosvelt (Tio do Franklin  Delano Roosvelt, que foi presidente por três mandatos). Esse, quando uma republica se rebelava, mandava o exército derrubar o Presidente mau comportado e colocar um “pau mandado”. A História se repete...

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A então rica Venezuela, que eu conheci muito rapidamente em um pouso para abastecimento em 1974, que de noite se viam centenas de fogos indicando seus poços de petróleo, que pelo constatado se assenta a maior reserva petrolífera do mundo, está sendo arrebatada ou confiscada pela outrora potência hegemônica global, e se nós, latinos americanos nada fizermos, em breve chegará a nossa vez.  

O chamado “Exército Bolivariano” tão temido, se fez ausente de uma forma quase tão silenciosa, que na realidade, emitiu sonoros “gritos de silêncio”, que denotam mais a conivência do que resistência. Na verdade, Maduro caiu de maduro, como uma fruta podre. Lembra mais o famoso livro de Garcia Márquez, “O Outono do Patriarca” do que qualquer coisa na nossa Literatura latino- americana, e eu esperava uma reedição de Canudos, ele como um Antônio Conselheiro do século XXI, em que seus defensores resistiram até o último homem.

Chavez era um líder popular, foi derrubado e voltou ao poder; mas seu sucessor, nem de longe se mostrou a altura do antecessor, mas os tempos eram outros, ele vociferava, mas vendia petróleo para os Estados Unidos, e essa nova parte das reservas (as maiores do mundo), ainda não tinha sido descobertas; de qualquer maneira, Chavez, assim como Arafat morreram em circunstâncias em que pairam dúvidas sobra a morte de Chavez e certezas sobre a de Arafat. Eram líderes “problemáticos”, e assim como Kadhafi, foram eliminados. Temo que a Venezuela se converta numa nova Líbia.

Mas ainda apareceram os novos atores dessa nova era, em particular a Rússia e a China, que também têm interesses na Venezuela. O “Grande Jogo” está sendo jogado vamos ver seus próximos movimentos.

E nós como expectadores, com a diferença de que a “Potência do Norte” tem aqui uma grande “quinta coluna” (nazistas que viviam nos países que foram invadidos), como Hitler também tinha na Europa, que facilitou suas ações. No Brasil, eles estenderiam um tapete vermelho (ou preferencialmente com as cores da bandeira americana) até Brasília.

 

Cajazeiras, 05 de janeiro de 2026.

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Saulo Péricles Brocos Pires Ferreira
Saulo Péricles Brocos Pires Ferreira
Engenheiro mecânico, advogado e membro efetivo fundador da Academia Cajazeirense de Artes e Letras (Acal).
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